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Notícias/POLÍTICA06/11/2026· KF News

Banco Central mantém Selic em 13,75% e aponta piora nas expectativas de inflação

Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

O Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, sem fazer o corte que muitos esperavam para 13,5%. De acordo com o comunicado do Bacen, a inflação atual piorou e as expectativas para o futuro também ficaram mais negativas, o que impediu qualquer redução nos juros.

Três fatores foram apontados pelo Banco Central: a elevação dos juros em países desenvolvidos, que pressiona o câmbio brasileiro; o aumento do preço do petróleo em razão da guerra entre EUA e Irã; e o mercado de trabalho ainda aquecido, que gera mais consumo e pressiona os preços.

No entanto, segundo a análise da Jovem Pan, o Bacen não disse abertamente em seu comunicado que a piora nas expectativas inflacionárias está ligada, de forma essencial, à deterioração das expectativas fiscais do país.

A reportagem lembra que, logo após o resultado do 1º turno das eleições, quando Flávio Bolsonaro era apontado como favorito, o mercado esperava um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, e os títulos públicos sinalizavam que a taxa básica poderia cair para 12% ao ano ou até menos. Com a vitória de Lula, os títulos públicos dispararam para mais de 15% ao ano, indicando que a Selic pode subir a esse patamar nos próximos anos.

Na avaliação da Jovem Pan, o que explica essa disparada é a deterioração fiscal, que traz mais inflação e eleva o prêmio de risco da dívida pública. A matéria aponta que a política fiscal é responsabilidade do governo federal, e que o expansionismo fiscal do governo Lula e de sua equipe econômica é apontado como o principal responsável pela Selic em 13,75% ao ano e pelas altas que ainda devem vir.

Fonte: Jovem Pan