
O bloco liderado pelo Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está na frente na apuração das eleições para o Knesset, o Parlamento de Israel. Com cerca de 72% das urnas contadas até esta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, o grupo acumula 54 das 120 cadeiras — mas ainda fica abaixo das 61 necessárias para garantir maioria e formar governo.
O bloco de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, aparece com 48 cadeiras. Os partidos árabes somam 18 assentos. Com esse cenário, nenhum dos dois lados tem maioria garantida.
Tanto o bloco de Netanyahu quanto o de Eisenkot podem precisar do apoio dos partidos árabes para fechar uma coalizão. No entanto, Netanyahu praticamente descartou incluir essas legendas no seu governo. O bloco de oposição também demonstrou resistência a essa possibilidade.
A apuração deve ser concluída ainda nesta quarta-feira, mas a contagem final pode levar dias. Depois disso, os partidos devem iniciar negociações para tentar montar uma maioria governista.
Essa é a primeira eleição em Israel desde os ataques de 7 de outubro de 2023 e o início da guerra em Gaza. No sistema eleitoral israelense, os cidadãos votam em partidos — e não em candidatos. O bloco de Netanyahu reúne legendas como Shas, United Torah Judaism, Otzma Yehudit e Religious Zionist Party, e defende a reforma judicial, maior influência religiosa no Estado e controle sobre a Cisjordânia e Gaza. Já o bloco de Eisenkot conta com partidos como Yashar!, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu, e propõe uma comissão para investigar os eventos de 7 de outubro, a retomada das relações diplomáticas internacionais e o combate à violência extremista na Cisjordânia.
Fonte: Poder360




