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Notícias/NEWS02/11/2026· KF News

Brasileiros ampliam busca por contas globais e investimentos no exterior após eleições de 2026

Foto: Jonathan Borba/Pexels

A procura de brasileiros por contas globais e investimentos no exterior cresceu de forma expressiva após as eleições presidenciais de 2026. A plataforma Avenue registrou o maior número de aberturas de contas do ano no dia 26 de outubro. Nos dois dias seguintes, os novos cadastros ficaram 60% acima da média anual, e a captação líquida foi de três a quatro vezes superior às médias recentes. No primeiro turno, em 5 de outubro, as aberturas cresceram 130% em relação à média diária do mês, e a captação foi 8,2 vezes maior que um dia comum.

Segundo Carlos Ambrósio, sócio e diretor de gestão da Avenue, os aportes deixaram de ser pontuais e passaram a ser contínuos, independentemente das variações do dólar no curto prazo. Ele aponta que a mudança reflete uma percepção maior sobre os riscos de concentrar o patrimônio em reais e em aplicações atreladas ao CDI.

O Banco Central registrou 32,4 mil pessoas e empresas declarando ativos no exterior em 2025, o maior número desde 2020. Entre pessoas físicas, foram 28,3 mil declarantes, o maior total desde 2019. A Nomad saiu de cerca de 500 mil clientes no fim de 2022 para 3,8 milhões em 2025, com mais de R$ 8 bilhões sob custódia. O Bradesco registrou crescimento de mais de sete vezes no volume em dólares nas contas globais nos últimos 12 meses, com a base de contas crescendo mais de 15 vezes. O Santander registrou alta de 123% na abertura de contas globais e de 48% no volume de investimentos no exterior. A XP teve sua base de clientes com exposição internacional crescer mais de dez vezes desde 2022, com avanço superior a 150% nos últimos 24 meses. O Inter chegou a 6 milhões de clientes na Global Account no segundo trimestre de 2026, com crescimento de 49% na base de pessoas físicas nos últimos 12 meses.

Samuel Barros, do Ibmec, aponta que a expansão resulta da busca por diversificação, da instabilidade econômica brasileira e da redução das barreiras de acesso aos mercados internacionais, com a popularização de bancos e corretoras digitais. A XP passou a recomendar que todos os clientes mantenham ao menos 15% do patrimônio financeiro investido diretamente no exterior, inclusive os de perfil conservador.

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