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Notícias/POLÍTICA07/10/2026· KF News

Centrão se une à direita e passa a defender impeachment de ministro do STF

Foto: Magali Guimarães/Pexels

Integrantes do centrão aderiram à agenda do PL e passaram a defender o impeachment de ao menos um ministro do STF para, segundo eles, "equilibrar os Poderes" e conter o que consideram uso político de investigações contra parlamentares. O movimento ocorreu após partidos de direita crescerem no Congresso. Senadores do centrão que antes faziam ressalvas nos bastidores agora entendem que apoiar o impeachment é necessário por sobrevivência eleitoral.

Para a cúpula do grupo, as urnas mandaram um recado claro: os eleitores querem contenção do Supremo, reforma do Judiciário e saída de ministros como Alexandre de Moraes. Ignorar essa pressão, dizem, colocaria em risco eleições futuras dos parlamentares do grupo.

O principal alvo é Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro à prisão e alvo de críticas também pelo contrato de R$ 120 milhões da esposa dele com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Flávio Dino também virou alvo, inclusive do centrão, pela condução da ação sobre falta de transparência das emendas parlamentares.

O Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 dos 81 senadores favoráveis ao impeachment — 35 eleitos no domingo (4) mais 14 já no cargo. Para aprovar o afastamento são necessários 54 votos, ou seja, dois terços da Casa. O senador Rogério Marinho quer mudar o regimento do Senado para que pedidos com apoio de 49 senadores sejam abertos automaticamente, sem precisar do aval da presidência da Casa.

Entre as propostas de reforma do Judiciário mais citadas estão: idade mínima de 60 anos para assumir como ministro do STF, tamanho mínimo de partido para recorrer à corte e o fim dos chamados "inquéritos do fim do mundo", como o das fake news. Parte dos parlamentares também quer tirar do STF o julgamento de crimes de políticos com foro privilegiado, que passariam a começar nos tribunais regionais federais.

O presidente do STF, Edson Fachin, se antecipou ao debate e se reuniu com os líderes do governo e da oposição no Senado dois dias após o primeiro turno para tratar de mudanças no Judiciário.

Fonte: Jornal de Brasília