
Um estudo apoiado pela Fapesp e publicado em maio de 2026 trouxe um alerta importante para as mulheres: a gordura abdominal é um dos principais fatores de risco para a incontinência urinária — ou seja, a perda involuntária de urina.
A pesquisa explica que a gordura visceral, aquela que fica alojada entre os órgãos da barriga, age como um peso constante sobre a bexiga. Essa pressão vai enfraquecendo os ligamentos e músculos do assoalho pélvico, que são justamente os responsáveis por manter a uretra fechada durante esforços físicos. O resultado é o escape de urina ao tossir, espirrar, carregar peso ou até dar uma gargalhada.
O estudo aponta ainda que mulheres com maior circunferência abdominal têm mais chances de ter esse problema, independentemente do peso total do corpo. O risco é ainda mais alto para mulheres após a menopausa, fase em que as mudanças hormonais favorecem o acúmulo de gordura justamente na região do tronco.
A pesquisa também destaca que a incontinência urinária vai além do incômodo físico: afeta a autoestima e a rotina. Mas há uma boa notícia — reduzir as medidas da barriga e fazer exercícios específicos para o assoalho pélvico pode diminuir ou até reverter o quadro.
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