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Notícias/NEWS12/10/2026· KF News

Justiça da Inglaterra mantém PGMBM como defensor dos atingidos pelo desastre de Mariana

Foto: Rogério Alves/TV Senado

O Tribunal Superior da Inglaterra decidiu, nesta segunda-feira (12/10), que o escritório PGMBM segue como responsável pela representação de centenas de milhares de brasileiros atingidos pelo desastre de Mariana na ação contra a gigante da mineração BHP. A disputa teve início quando um Comitê de Clientes, formado por 17 integrantes, tentou encerrar o contrato com o PGMBM e nomear no lugar o escritório Bailey Glasser International, o BGI. O juiz David Waksman analisou especificamente se o Comitê tinha autoridade para substituir os advogados de todos os atingidos e concluiu que não. O PGMBM esclareceu que o Comitê foi criado para ajudar na condução do processo, mas não tinha poderes para encerrar coletivamente a representação jurídica. O escritório reforçou que cada cliente é livre para escolher seu próprio advogado individualmente, mas que essa decisão não poderia ser tomada pelo Comitê em nome de centenas de milhares de pessoas. O BGI lamentou a decisão e disse que o Comitê vai avaliar, junto a seus advogados, quais medidas poderá adotar. A decisão chega num momento importante: a ação entra na fase de quantificação de danos, com julgamento previsto para começar em abril de 2027. O desastre de Mariana aconteceu em 5 de novembro de 2015, quando a barragem de rejeitos de Fundão rompeu e liberou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica. A tragédia matou 19 pessoas, percorreu cerca de 650 quilômetros pelo Rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo. As comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo foram soterradas. É considerado o pior desastre ambiental da história do Brasil. A ação contra a BHP foi ajuizada em 2018. Em novembro de 2025, o Tribunal Superior de Londres já havia reconhecido a responsabilidade da BHP pelo desastre, e a Corte de Apelação negou à empresa autorização para recorrer em maio de 2026.

Fonte: Metropoles