
Enquanto o trigo ficou mais barato no mercado internacional, o Brasil segue na contramão: a oferta restrita do cereal para a moagem tem mantido os preços domésticos no nível mais alto do ano.
A queda lá fora teve motivo claro. A Bolsa de Comércio de Rosário, a BCR, elevou a projeção de produção argentina na safra 2026/27 de 21 milhões para 23,8 milhões de toneladas. Se confirmado, será o segundo maior volume dos últimos 17 anos. Além disso, as vendas externas dos Estados Unidos enfraqueceram, o que também pesou nas cotações globais. O resultado argentino, porém, ainda depende das condições climáticas.
No Brasil, o cenário é diferente. Segundo colaboradores do Cepea, a maior parte do trigo colhido apresenta padrão feed, voltado para a alimentação animal, e está sendo destinada à exportação. Isso reduz o volume disponível para a indústria de moagem no país.
Com essa oferta apertada, levantamento do Cepea mostra que as médias parciais de outubro, calculadas até o dia 23 e descontadas pela inflação medida pelo IGP-DI, são as mais elevadas de todo o ano.
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