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Notícias/POLÍTICA01/10/2026· KF News

Vorcaro delatou mesada de R$ 1 milhão por mês para aliados de Jaques Wagner na Bahia

Foto: Reprodução

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro relatou em sua proposta de delação — rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República — o pagamento mensal de R$ 1 milhão em espécie para aliados do senador Jaques Wagner, do PT, na Bahia. Segundo a proposta, esse valor fazia parte de um esquema de propina ligado a um contrato do banco Master com a empresa PKL One, detentora do Credcesta, cartão de crédito consignado voltado para servidores públicos do estado.

Além da mesada, o grupo ligado a Wagner teria recebido vantagens por meio de distribuição de lucros, dividendos e contratos fictícios feitos por Vorcaro para pessoas indicadas pelo senador — entre elas a filha de Wagner e uma empresa offshore. No total, a proposta de delação aponta pagamentos de R$ 3 milhões por mês.

O próprio Vorcaro afirmou à PF que não presenciou os acertos. As informações teriam sido repassadas por Augusto Lima, seu ex-sócio. O Credcesta foi privatizado em 2018, quando Jaques Wagner ocupava o cargo de secretário do Desenvolvimento Econômico na Bahia. De acordo com a proposta, Wagner teria tido participação oculta para direcionar a licitação para uma empresa de Augusto Lima.

Wagner deixou a liderança do governo Lula no Senado em junho deste ano após ser alvo da Operação Compliance Zero, que aponta que ele teria recebido vantagens econômicas indevidas do Master. Augusto Lima também foi alvo da operação, chegou a ser preso preventivamente por 11 dias e, após ser solto por decisão do TRF-1, segue monitorado por tornozeleira eletrônica. PF e PGR rejeitaram a delação de Vorcaro alegando falta de elementos suficientes de corroboração.

Fonte: CNN