
Uma ala do STF está avaliando que o senador Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá e atual presidente do Senado Federal, saiu enfraquecido das eleições e terá dificuldade para se reeleger à presidência da Casa no início de 2025.
Alcolumbre não disputou eleição este ano, mas viu seu principal adversário político no Amapá, Dr. Furlan, do PSD, se eleger governador do estado já no primeiro turno, com 281 mil votos e mais de 62% do total. O maior aliado de Alcolumbre no estado, Clécio Luís, do União Brasil, ficou pelo caminho com 165 mil votos.
O insucesso foi além da disputa ao governo. O grupo político de Alcolumbre também não conseguiu garantir as duas vagas ao Senado pelo Amapá. Dr. Furlan emplacou a esposa, Rayssa Furlan, do Podemos, como senadora. A segunda vaga foi para Lucas Barreto, do PSD, também adversário de Alcolumbre. A candidata apoiada pelo presidente do Senado, a deputada estadual Alliny Serrão, terminou em quinto lugar com pouco mais de 85 mil votos e 9,68%. O senador Randolfe Rodrigues, do PT e líder do governo no Congresso, aliado de Alcolumbre, terminou em terceiro com 163 mil votos e 18,55%.
Para ministros do STF, o crescimento da bancada bolsonarista no Senado deve favorecer Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência, na briga pelo comando da Casa. A longo prazo, alertam os ministros, Alcolumbre corre risco de não se reeleger senador nas eleições de 2030. O mandato atual do senador teve início em 2023.
Fonte: CNN




