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Notícias/POLÍTICA13/10/2026· KF News

Fake news dominam o segundo turno e viram guerra judicial no TSE entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Foto: Luiz Roberto/TSE

O segundo turno das eleições presidenciais virou palco de uma guerra de informações falsas entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com decisões judiciais indo e voltando no TSE. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, chegou a convocar representantes das duas campanhas para discutir o tema numa terça-feira, dia 13.

Do lado dos apoiadores de Lula, vídeos e cards falsos espalharam que Flávio acabaria com o Pix, a aposentadoria, o 13º salário e programas sociais — parte deles editados com Inteligência Artificial. A primeira-dama Janja divulgou vídeo dizendo que uma vitória de Flávio acabaria com a Farmácia Popular, avançaria o crime organizado e poderia causar nova pandemia. O TSE mandou tirar o conteúdo do ar por falta de evidências. Deputados como Erika Hilton, Rogério Correia e Lindbergh Farias também compartilharam conteúdo falso atribuindo a Flávio um suposto plano de escala 7x0 no trabalho.

Do lado de Flávio, aliados e o próprio candidato espalharam que Lula fecharia igrejas e perseguiria cristãos. O deputado Nikolas Ferreira foi um dos que compartilharam essa versão. Flávio também usou IA para associar Lula a facções criminosas — conteúdo removido pelo TSE. Pablo Marçal divulgou vídeo editado mostrando Lula jogando a bandeira do Brasil no chão. Na verdade, ele dobrou a bandeira e entregou a um assessor. O TSE mandou remover os posts de Flávio, Carlos Bolsonaro e Marçal.

O canal de WhatsApp "Exército do Lula", coordenado pelo deputado André Janones e com 3,7 milhões de membros, foi derrubado por Nunes Marques e depois restabelecido pelo corregedor Ricardo Vilas Bôas Cuêva. Em resposta, a campanha de Flávio criou o canal "Tropa do Flávio", já com 1,4 milhão de membros.

Fonte: Jornal de Brasília