
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) chegam ao segundo turno da eleição presidencial com a missão de conquistar os votos dos eleitores que apoiaram os 10 candidatos eliminados na primeira etapa. Juntos, esses candidatos somaram mais de 9,3 milhões de votos, o equivalente a 7,81% do total. A diferença entre Flávio e Lula no 1º turno foi de pouco mais de 2 milhões de votos. Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio ficou com 56.104.268 votos (47,03%) e Lula com 53.876.617 (45,16%).
O 3º colocado, Augusto Cury (Avante), terminou com 2,89% e, segundo integrantes de sua equipe apurou o Metrópoles, não deve apoiar nenhum dos dois finalistas. Em carta divulgada após o resultado, Cury cumprimentou os dois candidatos, mas escreveu apenas: "Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança." Durante a campanha, o escritor criticou a polarização e condenou tanto o "lulismo" quanto o "bolsonarismo."
Renan Santos (Missão), 4º colocado com 2,24%, também não anunciou apoio a nenhum dos dois. Durante a campanha, afirmou que não votaria em nenhum deles em um eventual segundo turno, e até o fechamento da reportagem não havia mudado de posição.
Caiado (PSD), 5º colocado com 2,18%, disse que vai conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, antes de decidir. "Vou guardar a minha coerência", afirmou o governador. Em 2022, Caiado declarou apoio a Jair Bolsonaro contra Lula no segundo turno.
Além dos votos dos eliminados, as campanhas terão pela frente os mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram nas urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado — a maior abstenção desde 1998, quando Fernando Henrique Cardoso venceu sua reeleição. Esse número é cerca de 15 vezes maior que a diferença entre Flávio e Lula. O 2º turno será realizado em 25 de outubro.
Fonte: Metropoles




