
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, que sua luta contra as bets não é só pelas plataformas em si — é pela proteção das pessoas. Durante audiência pública na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, ele disse que o foco precisa ser evitar a compulsão entre os brasileiros de todas as classes sociais, incluindo torcedores, jogadores, funcionários e dirigentes de times de futebol.
Padilha também citou as mulheres como parte central dessa luta. Ele rebateu um representante de clube que falou que sua briga era pela manutenção dos times e dos salários. O ministro respondeu: "A minha briga são as mulheres — 65% delas que têm vergonha de procurar um serviço de saúde, mesmo quando reconhecem que têm um vício."
A audiência foi convocada a pedido da Advocacia-Geral da União, das autoras da Ação Direta de Inconstitucionalidade 8.027 e de entidades participantes dos processos como amici curiae. Na pauta está também a Medida Provisória 1.394 de 2026, que proibiu o funcionamento das bets no Brasil. O ministro Fux é o relator das ações que tratam da regulamentação do mercado de apostas antes e depois da edição da MP. A audiência serve para subsidiar o STF em diferentes processos ligados ao tema.
Fonte: Poder360




